terça-feira, 17 de dezembro de 2013

PAPO CABEÇA

Depressão "Monstro silencioso"

Não se sobrecarregue com o tamanho de suas tarefas. Não assuma que você pode consertar tudo. Conserte o que você pode.
A depressão está presente em nossos dias como jamais esteve em outra época e muitas vezes passa despercebida ou ignorada. Muitas pessoas dizem ser "frescura", outras fraqueza e outras até dizem ser falta de Deus no coração. Fico chocada com isso, pois o homem é tão inteligente e já fez tantas descobertas, tem tanta informação e mesmo assim muitas vezes trata com preconceito pessoas que deviam ser tratadas com apoio e amor.
 A depressão é mais que uma tristeza passageira, é uma doença e deve ser tratada como qualquer outra. Do mesmo modo que temos que buscar um tratamento se houver um problema no fígado devemos procurar tratamento para a depressão. Adianta você decidir se curar da doença do fígado, mas não buscar ajuda médica? Sim, oramos, claro que devemos buscar a Deus, mas também devemos nos lembrar que esse mesmo Deus deu ao homem a inteligência e a ciência, esse mesmo Deus nos permitiu descobrir tratamentos e cuidados para quase todas as doenças, inclusive as da mente. Ele espera que procuremos tratamento, Ele não nos deu tanta inteligência à toa, não é?


Bem, mas e quando já temos um quadro de depressão (ou alguém próximo) e ela faz parte de nossa vida e já estamos nos tratando, o que fazer para não alimentar ainda mais essa depressão?



Aqui vão algumas dicas de como diminuir as chamas de nossa depressão ou de alguém que amamos e nos dar momentos de alívio mesmo em meio às angústias que a depressão nos causa. Estar alertas é de vital importância, eu disse alertas e não paranóicos, sendo cuidadosos como seríamos com qualquer outra doença:


1- Não se comprometa com coisas demais.

2- Se não está dando conta de suas tarefas, não se desespere por não conseguir, e sim diminua na medida do possível as tarefas ou delegue a alguém aquelas que podem ser feitas por outras pessoas.

3- Conscientize-se que a mudança é real, mas também é gradativa, viva um dia por vez e fique feliz com pequenas vitórias.

4- As coisas não chegaram ao ponto que estão de uma só vez, por isso vá consertando uma coisa por vez, tenha paciência e amor por si mesmo e pelo próximo.

5- Não se incomode com o que possam pensar ou dizer, aproveite tudo de bom que lhe oferecerem e descarte o que for mau.

6- Lembre-se: Deus faz a parte Dele, mas nós temos que fazer a nossa e nos valorizar. Costumo brincar que não somos uma doença que tem uma pessoa, e sim uma pessoa que tem uma doença! Nós somos maiores que a doença.
7- Paremos para nos lembrar de nossas (ou da pessoa querida) qualidades e das coisas boas que fazemos; da nossa força e nossa imensa capacidade e assim sintamos amor, compaixão e ternura por nós mesmos.

Usemos tudo o que pudermos a nosso favor, a medicina, os tratamentos, a oração, a busca e apoio de Deus, nosso empenho e, principalmente, nossa paciência com nós mesmos fazendo o que conseguimos, o que podemos e nos sintamos bem com isso. A frustração é nossa inimiga, não deixemos ela nos pegar, melhor é subir um degrau por vez do que tentar subir vários em um salto e cair.

Nós podemos e vamos conseguir vencer nossos obstáculos com êxito. Confiem!



Texto de Saúde e Bem-Estar por Tatiane Bellini Covre em 25 outubro 2013 





terça-feira, 29 de outubro de 2013

Papo Cabeça

Continuação:  LEMBRANÇAS

 Hoje são tantos os recursos que as mulheres tem, mas dificilmente pode-se dizer que são mais felizes do que as que viveram naquele tempo.

As mães não falavam sobre todos os assuntos com os filhos, alguns eram proibidos, verdadeiros tabus! Porém sobre a infância delas, sobre as ‘assombrações’, historias de medo as quais  elas viram e ouviram falar, isso era assunto para depois do jantar. . .


Bolas de fogo no céu, Saci Pererê em dias ventosos, mulheres de branco pela noite
Tudo isso causava um rebuliço nas crianças, mas que nunca se cansavam de ouvir...
Comidinha feita no fogão de lenha, as brasas ainda ficavam acesas para manter o café quente no bule para o pai que sentado na sala fumava cachimbo.



 A criançada se ajeitava como dava em volta do fogão, a cozinha quentinha, os olhinhos arregalados nem piscavam ouvindo as histórias de mamãe; naquela noite todos dormiam com o coraçãozinho disparado no peito.  


Os mistérios que suas mentes infantis não desvendavam povoavam os sonhos e as noites eram cenário de grandes aventuras.
O sol nascendo na Estiva Gerbi era um espetáculo digno de ser observado, valia a pena acordar mais cedo para encher os olhos com o cenário mais lindo já visto.
Olga usava seu vestidinho gasto; porém limpinho para juntar-se às coleguinhas. . .  




Lembranças para por aqui, por enquanto, quando voltar ao Brasil tomarei notas de mais recordações de minha querida Olga e postarei junto com algumas fotos dela daqueles tempos... Obrigada a todos que acompanharam esse pequeno relato de uma vida!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Jardim em miniatura


Como plantar um Mini Jardim

Quem me conhece a mais tempo sabe que eu simplesmente sou apaixonada por flores
e que também gosto muito de fazer artesanato, reciclar coisas, criar com as mãos e o coração...
Hoje vou ensinar passo a passo fazer um jardim dentro de um vaso de vidro.
Primeiro precisamos de:

Terra para cultivo (qualquer terra boa para plantar)


Pedregulhos ou cacos de porcelana

Plantinhas variadas, pequenas que podem ser cactos e suculentas


Musgos 

Um vaso de vidro, pode ser tipo aquário também




Comece colocando delicadamente no fundo do vidro os pedregulhos e os cacos, eles servirão para drenar a agua, não deixando que esta permaneça estagnada junto as raízes das plantas, o que as fariam apodrecer. Em seguida junte a terra sem socar.

Depois vai plantando algumas mais no alto, outras mais abaixo, fazendo um arranjo irregular dentro do vaso

Depois utilize os pedaços menores da porcelana quebrada para criar a ideia de uma escadinha
no jardim

Pronto, olha que coisinha mais fofa... Esse eu fiz a mais de 2 semanas e nenhuma plantinha morreu. Como podem notar tem cacto, suculentas e uma mini orquídea plantados nele, nenhuma dessas plantas gostam de muita agua. Isso porque eles retém agua em seu interior. Então o mais apropriado é molhar dia sim dia não com um spray, deixando que apenas a parte superior da terra fique molhada, dá para controlar através do vidro essas regas moderadas.


Que faça seu lindo mini jardim e depois poste em meu mural do facebook as fotos, terei muito gosto em posta-las aqui também!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Testes de medicamentos em animais, o que pensar sobre isso??





Antes de mais nada queria deixar claro que não me esqueço que a sociedade de modo geral tem muitos problemas sérios, crianças, idosos abandonados. Mas cada assunto tem seu valor e não é adequado misturar as estações.
Penso que é mesmo muito errado testes em animais, e por inúmeras razões que aqui são alistadas!
Só relembrando o detalhe que muitos parecem não considerar. Os animais são seres vivos, que sentem, medo, dor, tristeza como qualquer um de nós. Até ouso relacionar isso com a escravatura, pois naquela época também existiam muitos que eram contra a libertação dos escravos pois se acomodaram ao trabalho deles sem remuneração, sem respeito, sem consideração esquecendo convenientemente que eram seres humanos. Quando um animal é abatido para servir de alimento, e isso é feito de maneira rápida; é digna; é feito com respeito! Matadouros com certificação fazem da maneira correta, sem torturas.






Achei uma interessante  ponderação no seguinte link:

Primeiramente devemos saber a diferença entre Vivissecção e Testes em Animais.

Vivissecção: Dissecação de animais vivos para estudos.

 
Testes em Animais: Todo e qualquer experimento com animais cuja  finalidade é a obtenção de um resultado seja de comportamento, medicamento, cosmético ou ação de substâncias químicas em geral. Geralmente os experimentos são realizados sem anestésicos, podendo ou não envolver o ato da vivissecção.

Não é possível aceitarmos um comitê de ética para experimentação animal, pois consideramos que não existe ética nesse tipo de experimentação. Quando nos referimos aos animais, independentemente da espécie, raça, cor ou sexo, partimos do pressuposto que são vidas, sentem dor, medo e tudo mais que podemos sentir.

Diferentemente do que muitos pensam, os animais não estão aqui para nos servir. É nosso dever respeitá-los e protegê-los como seres vivos.

Nem mesmo a utilização de animais na área médico-científica é justificável, uma vez que já se sabe que a utilização de animais em pesquisas é um retrocesso, um atraso na evolução científica, além de ser um grande desperdício de dinheiro público.

 “De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”

“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado”

Já existem inúmeras métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizado por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.

A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos como se pensava.

Quando um medicamento chega ao mercado, são os consumidores as primeiras cobaias de fato, independentemente da quantidade de testes conduzida previamente em animais. Somente os humanos podem exibir efeitos desejáveis ou colaterais na espécie para qualquer substância testada. A indústria vivisseccionista não apenas coloca em risco nossas vidas como impede que outras vidas sejam salvas.

Seguem Alguns Dados:
Várias diretrizes da União Européia foram firmadas com o propósito de abolir os testes com animais, dentre eles o terrível DL 50. Trata-se, portanto, de uma tendência mundial, em que a preocupação com o bem-estar dos animais de laboratório provoca discussões éticas no meio acadêmico e científico.

Na Europa muitas faculdades de medicina não utilizam mais animais, nem mesmo nas matérias práticas como técnica cirúrgica e cirurgia, oferecendo substitutivos em todos os setores.

Na Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. Sendo que na Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) é contra a lei estudantes de medicina praticarem cirurgia em animais. Note-se que os médicos britânicos são comprovadamente tão competentes quanto quaisquer outros.

A produção de anticorpos monoclonais por meio de animais foi banida na Suíça, Holanda, Alemanha, Inglaterra e Suécia.

Na Itália, entre 2000 e 2001 mais de um terço das universidades abandonaram a utilização de animais para fins didáticos. A Província de Sul de Tirol, Itália, proibiu a experimentação em animais ao longo de seu território.

Nos EUA, mais de 100 faculdades de Medicina (70%) não utilizam animais vivos nas aulas práticas. As principais instituições de ensino da Medicina, como a Harvard, Stanford e Yale julgam os laboratórios com animais vivos desnecessários para o treinamento médico.

A abolição total dos testes em animais depende única e exclusivamente de nós consumidores. Hoje, com as informações disponíveis, podemos escolher entre produtos testados e não testados em animais. Nós devemos pressionar e exigir o fim da utilização de animais pelas empresas que ainda insistem em utilizar esse método retrógrado, ineficiente e cruel. Mas, mais importante ainda, é fazer com que as indústrias saibam do nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa. Não adianta parar de usar um produto sem comunicar a empresa sobre as razões que motivaram essa decisão. Como consumidores, devemos exigir que nossas dúvidas sejam devidamente sanadas, uma vez que toda e qualquer empresa tem o dever de nos informar sobre o produto que estão vendendo, desde a matéria prima, fabricação, até os testes.

Próximo post: Quais as alternativas??









quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Papo Cabeça

Continuando...

                                                         Lembranças

 Nas calçadinhas de tijolos, as crianças se sentavam para brincar, as brincadeiras invariavelmente eram amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, pular corda. . . 






Não se perdia tempo, ganhava-se amiguinhos e lembranças para sempre.


O semblante sério de sua mãe às vezes interpunha nas brincadeiras, era tão sofrida coitada, era impressionante como a maioria das mulheres naquele tempo sofriam caladas, era proibido se queixar, foram criadas para o trabalho de ter filhos, cozinhar, lavar, limpar, passar e fingir que não viam as escapadas dos maridos. . . 

Muitas delas se quisessem comer além do arroz e feijão tinham que encontrar tempo entre um filho e outro para cultivarem roças de milho, hortas e criar galinhas.




Casavam-se cedo para fugir de um pai tirano e caiam nas garras de um homem alheio e insensível. . . Como era difícil ser mulher naquele tempo e ainda achavam tempo para cantarolar canções na beira do rio onde lavavam roupas. 


Tinham em média muitos filhos, quase sempre mais que cinco e algumas mais que dez. . . Eram suas alegrias; cuidar dos filhos naquele tempo era simples, eles viviam pelo terreiro das casas, comendo frutas direto do pé, descalços e vendendo saúde! 




As mulheres levavam a sério o resguardo, com canja de galinha e repouso, mas em contrapartida trabalhavam muito durante a gravidez, até o último instante. Em algumas mulheres as contrações chegavam e elas estavam com o cabo da enxada na mão. 
Mulheres gloriosas, verdadeiras fortalezas. . .
Olga se recorda desse tempo e consegue ver no interior de suas lembranças os lençóis branquinhos “quarando” na beira do rio, até o som das canções que elas cantavam com água pelo joelho. . .

Como conseguiam deixar a roupa tão limpa com água de rio, e sabão feito em casa?
 Isso será um mistério eterno.
Continua...