terça-feira, 16 de agosto de 2016

Papo Cabeça: Incêndios em Portugal de quem é a culpa?






Pois é...
Todo verão é a mesma coisa, Incêndios e mais incêndios
Só esse ano foram detidos 34 "incendiários", gente isso não é normal!
Tudo bem que com o calor as possibilidades de uma área ou outra arder existe, mas a verdade é que são pessoas que colocam fogo de propósito.
Então vamos lá por a cabecinha para funcionar, é uma verdadeira tragédia... Todo ser vivo nessas regiões morre queimado, pessoas tem morrido nesses incêndios.
Esse assunto não pode ser tratado de ânimo leve. A quem esses incêndios tem trazido benefícios? Que tal as autoridades começarem a investigar seriamente isso?
O estado português gasta só para alugar os aviões de uma empresa canadense para apagar esses incêndios a bagatela de 5 milhões de euros, 3.700 euros por hora de voo.
Ai temos 5 milhões de motivos para acontecer muitos incêndios aqui em nossas florestas.
Esse contrato está feito com a Canadair (empresa aerea de combate a incêndios) e é valido até 2017. Ora bem, se não tivesse fogo não teriam nenhum lucro concordam?
Entre esses incendiários existem desempregados, desculpa lá dizer isso, mas alguém já investigou as contas bancárias dessas pessoas?
É óbvio que existe uma máfia por trás desses incêndios, e enquanto isso a vida biológica dessas florestas viram cinzas, pessoas pobres das aldeias perdem todo o pouco que possuem.
Bombeiros jovens, fortes e destemidos de Portugal perdem a vida.
E todo o ano a situação parece piorar...
Alguém faça alguma coisa, não dá mais para assistir calada esse absurdo!


Esse poema eu escrevi a alguns anos
mas acho que merece ser relembrado...
Eu amo a natureza, nossas florestas em Portugal são maravilhosas e algo tem que ser feito para protege-las.

Incêndio na Floresta


Um coelho corre assustado / ofegante
Tropeça, rola, cai, seu mundo / sem fundo
As árvores em chamas parecem abraça-lo / sufoca tudo
Em algum lugar uma coruja pia / triste
O ruído do fogo destruidor só não é maior /demais
Do que a correria da bicharada / sem rumo
Alguns não se salvarão, não são velozes / ficarão
Quem pensa a morte ser fria, gelada / enganou-se
Seu abraço tem um bafo quente / sucumbe
Em instantes o fogo atinge um ninho / ovinhos
Que poderiam no futuro enfeitar e encantar a floresta / queimam
Mamãe pássaro voa para longe salva sua vida, mas chora / pelos filhinhos
Árvores centenárias transformam-se numa fogueira / resta o carvão
Esquilos moradores de seus troncos pulam pelos galhos / desespero
Queimam as patinhas, a fumaça penetra nos pulmões / caem
Vão de encontro com as chamas que os acolhe num abraço / macabro
Um papel voando vem de longe / notícias
Mal chega no chão crestado pelo calor / incendeia
Ainda dá para ver um rosto feliz na foto / ironia
O fogo consome rapidamente, mas dá tempo para ver / manchete
“Ecossistema em mutação”, o ontem ninguém tem certeza / dúvidas
O hoje tudo se resume em calamidade / fogo
Do amanhã só restarão as cinzas. . .

Esse trabalho teve a premiação: 2.º lugar - Poesia

Concurso Mamede de Souza

Rotary Club de Araras / Araras / SP – Março - 2001