terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Que dizer dos costumes do Natal?


                                O que aconteceu com o tradicional Natal?

Dickens alegadamente “gostava de toda a parafernália inerente ao Natal”. Mas de onde se originou essa parafernália?
Com interessantes dados esclarecedores sobre o assunto, o jornal New York Newsday, de 22 de dezembro de 1992, citou John Mosley, que escreveu o livro The Christmas Star (A Estrela do Natal): “‘Os líderes da primitiva igreja não celebravam o Natal em dezembro especificamente para comemorar o nascimento de Cristo’, disse [Mosley]. ‘Era a maneira deles de lidar com o solstício de inverno’, o ponto de virada do inverno, quando o Sol interrompe seu deslocamento para o sul e volta a rumar para o norte, trazendo nova luz.
“Observa-se evidência disso nos símbolos do Natal, disse Mosley. O mais óbvio é o uso de plantas verdes, que simbolizam a vida numa época de escuridão e frio. ‘A planta verde mais em evidência é a árvore de Natal’, disse ele. ‘E os europeus do norte celebravam o solstício na floresta; eles adoravam árvores. De modo que a árvore de Natal é realmente um retorno à adoração de árvores nos períodos pré-históricos.’
“Também, disse Mosley, ‘o que é que se coloca nessas árvores? Luzes. Luz lembra o Sol e simboliza o Sol. É para o renascimento do Sol e o retorno da luz depois do solstício. Em toda a parte, as principais coisas envolvidas nas celebrações do solstício são luz e plantas verdes.
“25 de dez., acrescentou ele, ‘era também a data original do solstício de inverno, e muitas das coisas que fazemos hoje, e que achamos ser costumes cristãos relativamente modernos, realmente têm suas origens nas celebrações do solstício’.”



A música também caracteriza as celebrações do Natal. De modo que não é de admirar que as festividades romanas das saturnais fossem famosas por seus banquetes e festanças, incluindo dança e canto. Que o Natal da atualidade deve muito às antigas saturnais, os eruditos não mais discutem.
                                                        Apreensões profundas

O Arcebispo de Cantuária, da Inglaterra, Dr. George Carey, queixou-se do “Natal vitoriano de Charles Dickens”. A razão? “Preocupo-me de que as nossas crianças sejam afetadas pelo comercialismo”, disse ele.
Segundo o jornal The Scotsman, o bispo anglicano David Jenkins crê que o comercialismo do Natal esteja levando as pessoas ao ponto de um colapso nervoso. “Adoramos a ganância e o Natal se torna a festa da ganância e da insensatez”, disse ele, acrescentando: “Dívidas de cartões de crédito deixam as pessoas comuns em estado deplorável. . . . Há crescente evidência de que depois do Natal as pessoas caem no desespero e se entregam a discussões em família. O Natal cada vez mais resulta em problemas em vez de em benefícios.”
O jornal The Church Times, da Inglaterra, resumiu bem o problema do Natal: “Temos de nos libertar do grande bacanal em que permitimos que ele se transformasse!”



                                                                     O que fazer

Pode-se reconhecer o Natal pelo que é, uma celebração pagã que falsamente se apresenta como comemoração do nascimento de Jesus, e não ter nada que ver com isso.
Mas nem sempre é fácil adotar um proceder diferente da maioria. (Compare com Mateus 7:13, 14.) The Church Times reconheceu: “É preciso ser homem, mulher ou família de fibra para optar por não mais participar em uma festa que nos é impingida tão agressivamente pelos nossos semelhantes.”
Muitos que decidiram “optar por não mais participar” concordam com isso. Mas sabem também que um profundo amor à verdade lhes tem dado tanto o incentivo como a força para tomar e manter essa posição. Pode acontecer o mesmo no seu caso — se você assim o desejar.
*** g93 22/12 p. 19